Não se pode iniciar este tema sem primeiro definir claramente o que, em ciência, significa TEORIA.
Na Wikipédia sobre teoria temos que:
"Teoria, do grego θεωρία , é o conhecimento descritivo puramente racional. O substantivo theoría significa ação de contemplar, olhar, examinar, especular. Também pode ser entendido como forma de pensar e entender algum fenómeno a partir da observação."
Na Wikipédia sobre teoria temos que:
"Teoria, do grego θεωρία , é o conhecimento descritivo puramente racional. O substantivo theoría significa ação de contemplar, olhar, examinar, especular. Também pode ser entendido como forma de pensar e entender algum fenómeno a partir da observação."
Como tal, facilmente podemos concluir que o Homem sempre formulou teorias sobre os acontecimentos que aconteciam ao seu redor, desde eclipses, terramotos a épocas de cheias ou de colheitas.
Por exemplo os antigos Vikings, ao contemplar um eclipse solar especulavam, face ao seu conhecimento do mundo, que uma divindade maléfica estaria literalmente a comer o Sol, assim erguiam, agitavam as suas armas e gritavam para assustar e afastar tal ameaça. Ao derrotá-la, ou melhor, quando o movimento da Lua retirava a sua sombra do local onde estavam, estes guerreiros festejavam à boa maneira viking o seu triunfo sobre o mal.
Apesar do uso vulgar da palavra "Teoria", que pode aparentar uma mera hipótese:
"..em ciência, a definição de teoria científica difere bastante da acepção de teoria em senso comum, o de simples especulação; o conceito moderno de teoria científica estabelece que, entre outros, como uma resposta ao problema da demarcação entre o que é efetivamente científico e o que não o é."
As teorias científicas apenas chegam ao estado de teoria se merecerem sê-lo, ou seja, após terem sido alvo dos mais e variados testes de que os cientistas se possam lembrar e nunca, mas mesmo nunca é colocada de parte a ideia de que essa teoria possa estar errada, incorreta ou "simplesmente" incompleta.
Teste após teste, teoria após teoria, apenas as mais evoluídas, as melhor preparadas e aptas para justificar o nosso mundo prevalecem. Não por serem mais fortes, resistentes, mas apenas por explicarem de forma clara e inequívoca como o nosso mundo funciona. E apenas o são enquanto não existirem outras mais completas do que elas.
Este tipo de pensamento (científico), como praticamente todo o tipo de ideias inovadoras da Humanidade, apareceu há mais tempo do que a maioria das pessoas pensam, quando na Grécia Antiga, os grandes pensadores debatiam as suas ideias. Estas apenas caiam por terra quando o seu defensor não tinha argumentos para as validar face às questões colocadas pelos outros participantes do debate.
Foi o que aconteceu um pouco por todo o mundo sempre que apareceu uma nova ideia, ferramenta, descoberta, confirmação... no caso desta postagem a Teoria da Evolução das Espécies, onde o cientista/naturalista Charles Robert Darwin explana as suas ideias sobre a Origem das Espécies.
Darwin afirmava que todos os seres vivos possuíam um ancestral comum, este deu origem a todas as espécies existentes na terra, como que se de uma árvore da vida se tratasse:

http://www.joaodefreitas.com.br/fotos/arvoredavida.jpg
Como se pode imaginar, o sofrimento de Darwin deve ter sido terrível, primeiro ao constatar que todos os seres vivos da Terra aparentavam pertencer a uma mesma árvore da vida, isto sem saber que, mais tarde a genética confirmaria inequivocamente a sua teoria, depois, ao pertencer a uma sociedade e mundo que teria enormes dificuldades em entender e aceitar a sua proposta, e principalmente, devido à enorme religiosidade da sua esposa.
A teoria defendia que, através da hereditariedade, ao longo do tempo, nos organismos nasciam aparentados com os seus progenitores, apresentando variações ao invés de ser cópias perfeitas. Assim, os organismos que possuíssem variações mais benéficas para o ambiente que habitavam eram selecionados para produzir descendência, quer através de selecção natural, quer através de selecção artificial.
Vídeo em inglês
Não nos esqueçamos das descobertas que a Humanidade teve de fazer para que para que Darwin pudesse viajar no HMS Beagle, do conhecimento do novo mundo, da criação de colónias por parte dos países europeus, do transporte de produtos e mercadorias de que não se tinha antes conhecimento, que viriam mais tarde a possibilitar as revoluções agrícolas e industriais inglesas, decorridas no chamado "Século das Luzes", repleto de descobertas científicas.
Tudo isto por sua vez permitiu também encontrar mais provas d"a Teoria de Darwin", tal como a cartografia de todos os continentes terrestres, a análise da sua forma o seu "encaixe", a comparação da fauna e flora existente em todos eles, a escavação e análise de todos os fósseis de transição que compõe os organismos terrestres desde a primeira forma de vida unicelular, composta "apenas" de ARN com capacidade de autoreplicação, a descoberta de traços em espécies atuais iguais a antepassados comuns, a existência de órgãos, mesmo em nós, que já não possuem atualmente utilidade, tal como o apêndice ou os dentes do siso; a semelhanças entre o estado inicial do desenvolvimento embrional da maioria dos seres vivos de grande porte; e a evolução a curto prazo, tal como a que fizemos ao criar todas as raças de cães a partir do lobo, todas as espécies de couves que criámos a partir de um só...
Esperemos que hoje, em 2016, não venha um qualquer tirano deturpar aquilo que tantos génios dificilmente mas de forma inequívoca descobriram, aquilo por que tantas pessoas tiveram de morrer, muitas vezes de formas horrendas... que quem pode não deixe apagar os nomes de todos esses seres humanos da história da humanidade!
Referências:
http://hypescience.com/8-descobertas-cientificas-que-provam-que-a-evolucao-e-real/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Sele%C3%A7%C3%A3o_artificial
Breve História de Quase Tudo - Brill Byson
(6dez2016 - em atualização...)


